domingo, 21 de dezembro de 2014

O Centenário Alviverde





Meus caros palmeirenses, o ano de 2014, que começou com muitas expectativas positivas pelo Centenário do maior campeão nacional e inauguração do Allianz Parque, acabou se encerrando com “chave-de-ouro” sem um título que evitaria a piada pronta do “Centenada” nas rodas de amigos.
No Campeonato Paulista, o desempenho do Palmeiras foi regular, para um time que vinha da série B do Brasileiro, com manutenção da maioria dos seus jogadores. Apostando na contratação de Bruno César, na liderança de Fernando Prass e nos gols de Kardec, o alviverde foi bem na fase de classificação, com 11 vitórias em 15 jogos disputados, ficando em 2º no geral, atrás apenas do Santos - que perdeu no confronto direto na Vila Belmiro por 2x1. O Palmeiras viu seu maior rival, o Corinthians, não conseguir se classificar para as quartas de finais, o que foi uma motivação a mais para conquistar o título, mas o sonho foi interrompido na semifinal, em pleno Pacaembu, quando o Ituano, com seu futebol inteligente, taticamente bem armado pelo treinador Doriva, venceu por 1x0 um jogo marcado pela atuação do goleiro Vágner. Aliviando um pouco essa vergonha alviverde, o time do interior paulista bateu o Santos na final e se consagrou campeão Paulista. Esse foi o 1º fracasso do Palmeiras em seu centenário.
Vieram na sequência a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, disputas essas em que o time não se reforçou com jogadores de qualidade, não conseguiu jogar com regularidade e perdeu seu principal jogador – Alan Kardec – para o São Paulo por não chegar a um acordo salarial. Segundo o Pai do atleta, o Presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, tentou barganhar demais um valor baixo (5 mil reais) e isso irritou o atleta e seu staff. Além disso, Nobre também demitiu o treinador Gilson Kleina, motivo pelo qual a diretoria alviverde resolveu apostar na contratação do treinador argentino Ricardo Gareca, que trouxe quatro argentinos “na mala”. A falta de tempo para adaptação dos novos jogadores comprometeu o trabalho do novo técnico – em 13 jogos, venceu apenas 4 – fazendo o Palmeiras cair nas oitavas de finais da Copa do Brasil, quando perdeu os dois jogos para o Atlético-MG com pífios 33,3% de aproveitamento. Então Gareca foi demitido, deixando o Palmeiras na 16º colocação.
Em uma atitude desesperada, a diretoria apostou em Dorival Júnior, treinador que conseguiu 4 vitórias consecutivas, afastando o alviverde momentaneamente da zona da degola. Porém, não foi suficiente o desempenho do time, que voltou a cair e chegou à última rodada dependendo de suas próprias forças para se manter na 1ª divisão, empatando em 1x1, em pleno Allianz Parque, contra o time praticamente reserva do Atlético-PR, enquanto o Santos “ajudou” ao vencer o Vitória, por 1x0, no Barradão, evitando, assim, que o centenário terminasse de forma fatídica.
Apesar de alguns fatores negativos como os equívocos cometidos pela diretoria, a troca de treinadores em demasia e a falta de planejamento, que tornaram o ano do centenário um ano de agonia até o último instante, houve também alguns fatores positivos como o aproveitamento de jovens e bons jogadores no time principal (Nathan, Victor Luís, João Pedro e Gabriel Dias), o apoio incondicional da torcida e a inauguração da mais sofisticada e arquitetônica Arena da América Latina. Espero que Paulo Nobre, com essa reeleição, acorde, não confie em “Brunoros”, aprenda com seus erros da gestão anterior e recoloque o Palmeiras de volta a luta por títulos. Esse é o mínimo que a torcida alviverde espera para a próxima temporada.






* " Meu coração é verde."