Meus
caros palmeirenses, o ano de 2014, que começou com muitas expectativas
positivas pelo Centenário do maior campeão nacional e inauguração do Allianz
Parque, acabou se encerrando com “chave-de-ouro” sem um título que evitaria a
piada pronta do “Centenada” nas rodas de amigos.
No
Campeonato Paulista, o desempenho do Palmeiras foi regular, para um time que
vinha da série B do Brasileiro, com manutenção da maioria dos seus jogadores.
Apostando na contratação de Bruno César, na liderança de Fernando Prass e nos
gols de Kardec, o alviverde foi bem na fase de classificação, com 11 vitórias
em 15 jogos disputados, ficando em 2º no geral, atrás apenas do Santos - que perdeu
no confronto direto na Vila Belmiro por 2x1. O Palmeiras viu seu maior rival, o
Corinthians, não conseguir se classificar para as quartas de finais, o que foi
uma motivação a mais para conquistar o título, mas o sonho foi interrompido na semifinal,
em pleno Pacaembu, quando o Ituano, com seu futebol inteligente, taticamente
bem armado pelo treinador Doriva, venceu por 1x0 um jogo marcado pela atuação
do goleiro Vágner. Aliviando um pouco essa vergonha alviverde, o time do
interior paulista bateu o Santos na final e se consagrou campeão Paulista. Esse
foi o 1º fracasso do Palmeiras em seu centenário.
Vieram
na sequência a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, disputas essas em que o
time não se reforçou com jogadores de qualidade, não conseguiu jogar com
regularidade e perdeu seu principal jogador – Alan Kardec – para o São Paulo
por não chegar a um acordo salarial. Segundo o Pai do atleta, o Presidente do
Palmeiras, Paulo Nobre, tentou barganhar demais um valor baixo (5 mil reais) e
isso irritou o atleta e seu staff. Além disso, Nobre também demitiu o treinador
Gilson Kleina, motivo pelo qual a diretoria alviverde resolveu apostar na
contratação do treinador argentino Ricardo Gareca, que trouxe quatro argentinos
“na mala”. A falta de tempo para adaptação dos novos jogadores comprometeu o
trabalho do novo técnico – em 13 jogos, venceu apenas 4 – fazendo o Palmeiras
cair nas oitavas de finais da Copa do Brasil, quando perdeu os dois jogos para
o Atlético-MG com pífios 33,3% de aproveitamento. Então Gareca foi demitido, deixando
o Palmeiras na 16º colocação.
Em
uma atitude desesperada, a diretoria apostou em Dorival Júnior, treinador que conseguiu
4 vitórias consecutivas, afastando o alviverde momentaneamente da zona da
degola. Porém, não foi suficiente o desempenho do time, que voltou a cair e
chegou à última rodada dependendo de suas próprias forças para se manter na 1ª
divisão, empatando em 1x1, em pleno Allianz Parque, contra o time praticamente
reserva do Atlético-PR, enquanto o Santos “ajudou” ao vencer o Vitória, por
1x0, no Barradão, evitando, assim, que o centenário terminasse de forma
fatídica.
Apesar
de alguns fatores negativos como os equívocos cometidos pela diretoria, a troca
de treinadores em demasia e a falta de planejamento, que tornaram o ano do
centenário um ano de agonia até o último instante, houve também alguns fatores
positivos como o aproveitamento de jovens e bons jogadores no time principal
(Nathan, Victor Luís, João Pedro e Gabriel Dias), o apoio incondicional da
torcida e a inauguração da mais sofisticada e arquitetônica Arena da América
Latina. Espero que Paulo Nobre, com essa reeleição, acorde, não confie em
“Brunoros”, aprenda com seus erros da gestão anterior e recoloque o Palmeiras
de volta a luta por títulos. Esse é o mínimo que a torcida alviverde espera para
a próxima temporada.

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